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O dia que durou 21 anos

Data:  22 de Maio 2020    Autor:  Prof. Gabriel de Oliveira

O dia que durou 21 anos

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O dia que durou 21 anos

Dirigido pelo cineasta Camilo Galli Tavares, o documentário mostra com louvor o processo que culminou no golpe de militar de 31 de março de 1964. Camilo Galli é filho do jornalista e professor brasileiro Flávio Tavares, que foi exilado na década de 70 para a Cidade do México, onde se erradicou e inclusive onde Camilo Galli nasceu.

O recorte temporal do documentário é de 1961 a 1969, iniciando na renúncia de Jânio Quadros e toda instabilidade política que isso gera e finalizando com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke. O sequestro do embaixador ocorreu pelo grupo Dissidência Comunista da Guanabara e também por membros da ALN (Aliança Nacional Libertadora), o plano foi articulado para a libertação de 15 presos políticos, que foram soltos e posteriormente exilados do país. Esse acontecimento foi detalhadamente retratado no livro do jornalista, ex-político e ex-membro da Dissidência Comunista da Guanabara Fernando Gabeira, o livro “O Que É Isso, Companheiro? ” que foi sucesso de crítica e venda.

Camilo Galli utiliza de uma estética muito intimista para conduzir um documentário, ele mescla entre uma fotografia preta e branca e colorida, o que dá um tom dinâmico e ao mesmo tempo melancólico, e um acervo de imagens e gravações, além de depoimentos de historiadores como o Carlos Fico.

Ao longo do documentário há relação nos EUA no golpe dos militares fica cada vez mais evidente, ainda no início da década de 60 o embaixador estadunidense Lincoln Gordon é enviado ao Brasil com o intuito de acompanhar de perto a política do país, temendo que o maior país do continente se torne uma “Cuba de Fidel”. Gordon vê em João Goulart um nível carismático grande e uma aproximação grande á bases populares, ou seja, um presidente com potencial de se tornar mais um líder populista na América, inclusive em uma das gravações ele compara Goulart há “Perón”, famoso líder populista argentino.

O então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, faz uma “minirreforma-agrária” distribuindo em torno 20.000 hectares em Sarandi, além de Goulart iniciar uma proposta de reforma agrária, proposta essa que já é o suficiente para iniciar o plano estadunidense em ocupar a política nacional.

Tanto Kennedy quanto Johnson patrocinaram intensivamente a oposição a João Goulart, desde grupos políticos de oposição à necessariamente alas militares que apoiavam o golpe há João Goulart, não por uma real ameaça comunista e sim por uma maneira de chegar ao poder mais rápido.

Assista a baixo o documentário completo!

 


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